REVISÃO da LEI ORGÂNICA e REGIMENTO INTERNO
 
 

Turismo e Cultura

 

Casa da Cultura de Aperibé

Casa da Cultura

A Casa da Cultura de Aperibé foi inaugurada no dia 08 de setembro de 2007, sob a égide de ser um sonho de todos os aperibeenses que acreditam que nenhum povo pode viver sem a sua história.

E não há espaço mais privilegiado para abrigar a história, cultura e tradição que a antiga agência (estação) de Aperibé. Fundada em 28 de janeiro de 1896, o prédio é o que mais histórias têm pra contar, além de ser o mais público, mais democrático e bem situado. Quantas pessoas já passaram por ele... Em mais de um século, resistiu bravamente a tantas mudanças. Com a crise do setro ferroviário, quase desabou ou foi demolido por ter sido considerado obsoleto, além de empecilho ao alargamento da Praça Francisco Blanc, onde está situado.

Assim, segundo o presidente da Casa da Cultura e diretor do Departamento de Cultura do município, Marcelo da Cunha Hungria, a manutenção do prédio da estação deveu-se aos esforços do professor Irã Lopes que, com o apoio do primeiro prefeito Ataíde Faria Leite, depois de muitos esforços, conseguiu adquirir por meio de compra o imóvel.

“Anos se passaram e hoje, estamos finalmente concretizando a real proposta de fazer do prédio um Espaço Cultural, até então só de nome” – afirma Marcelo.

A Casa da Cultura de Aperibé conta com uma ampla sala de eventos e exposições temporárias, sendo considerada o coração daquele lugar, por ser ela dinamizadora de toda a Casa. Os demais cômodos da antiga estação são revividos com salas, quartos e conzinhas de outrora do município. Também existe uma sala que conta a história das profissões e das famílias baluartes de Aperibé.  Histórias das religiões, como das mais antigas, a religião Católica trazida pelos colonizadores ainda no século XIX, a religião Batista, que chegiu em Aperibé em 1902 e a religião Kardecista, introduzida no município em 1952.

Na Casa da Cultura existem ainda espaços que contam a história política, a história dos carnavais e das catástrofes naturais, entre outros acontecimentos que marcaram época.

“A Casa de Cultura não está completae nem nunca estará. Ela se tornaria obsoleta. Estará sempre em processo de construção, como nosso mundo é um mundo em construção. Hoje, através desse espaço, contamos um pouco da história daqueles que se foram. Espero em Deus que no amanhã, nós possamos ser lembrados por termos deixado bonitas páginas nessa infinita história. E que todos os aperibeenses sintam-se em casa ao visitar a Casa da Cultura e dê sua contribuição para que a verdadeira missão dessa entidade seja de fazer o homem” – ressalta o presidente, confirmando a missão da Casa de Cultura em manter viva a história do município.

 

Fonte: Almanaque Casa da Cultura –
Ano I, Volume 1.

 


Rio Paraíba do Sul

O Paraíba do Sul banha os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, nasce na confluência dos rios Paraitinga e Paraibuna, na Serra da Bocaina entre as cidades de Moji das Cruzes e Jacarei no estado de São Paulo, percorre um pequeno trecho do sudeste de Minas Gerais, fazendo a divisa natural deste com o estado do Rio de Janeiro, entra no Estado do Rio de Janeiro pelo município de Resende e tem sua foz no Oceano Atlântico, em forma de delta, próximo à cidade de São João da Barra. Seu percurso total é de 1.120 km, no sentido oeste para leste.

Os principais afluentes do rio Paraíba do Sul são o Jaguari, o Buquira, oParaibuna, o Piabanha, o Pomba e o Muriaé. Esses dois últimos são os maiores e deságuam, respectivamente, a 140 e a 50 quilômetros da foz.

Rio Paraiba do Sul

Rio Pomba

O Rio Pomba banha os Estados de Minhas Gerais e Rio de Janeiro, nasce na Serra da Mantiqueira na altura da Serra do Sapateiro, no município de Barbacena no Estado de Minas Gerais, entra no Estado do Rio de Janeito pelo município de Santo Antônio de Pádua e deságua no Rio Paraíba do Sul no Município de Itaocara, no Campo de Sementes, Possui 300 km de extensão. Seus principais afluentes são os rios Novo ou Piau, Xopotó e Formoso.

Rio Pomba

 

Serra da Bolívia:

Formação montanhosa com 400 m de altitude, tombada como área de preservação ambiental - APA

Serra Bolívia Serra Bolívia Serra Bolívia
Serra Bolívia Serra Bolívia

 

 

Estrada de Ferro Leopoldina

A colonização do Noroeste Fluminense teve um grande impulso com a construção das estradas de ferro no final do século XIX. A sua construção foi fundamental para o desenvolvimento agrícola e posteriormente das cidades da região. Quase todas as cidades atuais ou eram pequenos vilarejos que foram cortados pelos trilhos da ferrovia ou nasceram ao redor das estações ferroviárias da Estrada de Ferro Leopoldina Railway que operou por cerca de 70 anos as duas linhas que cruzaram a região possibilitando aos fazendeiros escoar café, principal produto agrícola da época. Aliás, a ferrovia nasceu graças aos fazendeiros, mais sem dúvida a expansão ferroviária na região deve-se principalmente a iniciativa pioneira dos fazendeiros e comerciantes da Zona da Mata Mineira que transportavam sua produção e traziam produtos do litoral por meio de tropas de mulas.

A construção do trecho da ferrovia que passava pelos atuais municípios de Cardoso Moreira, Italva, Itaperuna, Natividade e Porciúncula tiveram inicio por volta de 1878, pelo fazendeiro Comendador José Cardoso Moreira proprietário da Fazenda Porto Alegre localizada onde atualmente fica a cidade de Itaperuna. José Cardoso Moreira era o principal acionista da ferrovia que recebeu o nome de Estrada de Ferro do Carangola e tinha concessão para explorar o trecho de Murundu município de Campos dos Goytacazes até a atual cidade mineira de Carangola. A estrada nunca chegou a Carangola porque ocorreram atrasos na sua construção ficando algum tempo paralisado na atual cidade de Cardoso Moreira. O tempo perdido foi suficiente para outra companhia a CEFL (Companhia Estrada de Ferro Leopoldina) que tinha pretensão de levar seus trilhos que vinha de Porto Novo do Cunha (próximo a Além Paraíba) até Manhuaçu passando por Carangola chegar primeiro a atual Porciúncula cruzando o caminho da EF Carangola. Houve, na época, uma grande disputa. Sabendo dos planos da CEFL o Comendador decidiu a partir de Itaperuna rumar seus trilhos em direção a Muriaé, mais ao chegar à atual Patrocínio do Muriaé a CEFL já havia passado a frente rumo a Carangola. Diante disso, o Comendador Cardoso Moreira decidido a tentar cortar a frente construiu outro ramal partindo de um ponto logo após Itaperuna rumo à atual Porciúncula e mais uma vez não consegui ultrapassar a CEFL, findando os trilhos da ferrovia nesta cidade. Alguns anos após a conclusão da construção da EF Carangola esta foi incorporado pela CEFL. Atualmente o trecho da EF Carangola não existe mais, tendo sido desativado em 1973 o trecho Porciúncula – Itaperuna e Patrocínio do Muriaé – Itaperuna e em 1977 o trecho Itaperuna – Murundu pela Rede Ferroviária Federal que havia incorporado esses trechos pouco tempo antes.

Outro percurso construído no Noroeste Fluminense foi à linha Campos Miracema. Construído no final do século XIX percorre os atuais municípios de Cambuci, Aperibé e Santo Antônio de Pádua. O pequeno trecho de Paraoquena a Miracema também não existe mais. Na época a CEFL também incorporou esse trecho algum tempo depois de sua construção. A linha está ativa até hoje, parou o transporte de passageiros na década de 80, mais continua funcionando para cargueiros da FCA (Ferrovia Centro Atlântica). O atual trecho interliga Campos dos Goytacazes – RJ a Recreio – MG, local onde existe um entroncamento com a linha que vem de Cataguases - MG.

Estrada Ferro Estrada Ferro
fonte:http://www.dihitt.com.br/barra/estrada-de-ferro-leopoldina-railway-na-colonizacao-do-noroeste-fluminense