REVISÃO da LEI ORGÂNICA e REGIMENTO INTERNO
 
 

História do Município


A História de Aperibé para ser contada deve ser inciada ainda ao século XIX, quando ainda era apenas uma região de propriedades rurais, longe da cidade e denominada Santo Antônio do Retiro. Os primeiros habitantes, índios Puris, foram substituídos por agricultores, que se estabeleceram na localidade de Pito Aceso.

Os anos passavam. Sentindo que a produção das lavouras crescia paralelamente com a densidade de sua população e não podendo mais suportar o pesado ônibus que lhes acarretava os arcaics processos de transportes, o carro de bois e a tropa de burros, únicos que lhe despunham os fazendeiros desta rica região para levar o produto maior e mais próximo empório comercial que era naquela época a cidade de São Fidélis, alguns dos homens de maior projeção social, econômica e política da então freguesia de Santo Antônio de Pádua, associaram-se e deram inícioà realização do grande sonho que era aproximá-los por meio de um ramal férreo.

Em 1876, iniciou-se os estudos do traçado da ferrovia, sob a responsabilidade do engenheiro Dr. Vieira Braga. A extensão da linha férrea era 15 léguas e 469 metros, ou sejam, 92 km e 469 m, com a bitola de 1 metro, tendo no seu início na estação de Luca à margem esquerda do Rio Paraíba do Sul em São Fidélis. Oficialmente inaugurada em 10 de Agosto de 1883, a estação denominada Chave do Faria, onde havia uma chave para desvio dos trens, muitos foram atraídos para a Nova Vila, que se formou um local de comércio impulsionado pelas facilidades trazidas pela ferrovia.

A iniciativa política de prestar justa homenagem aos verdadeiros donos das terras, fez com que em 02 de julho de 1890, o então governador Francisco Portela acolhesse a pedido: Elevando a distrito policial, o povoado de Santo Antônio do Retiro, que mais tarde passou a ser denominado Aperibé.

Os bravos índios Puris que foram encontrados nas imediações da Serra da Bolívia, não imaginavam que um dia, suas terras pudessem ser o abrigo de gente calma, sossegada, e tranquila. Esse povo que ocupou o que até 1890, se chamava Santo Antônio do Retiro, acabou criando o hoje progressista município de Aperibé. Para chegar a isso, muitos deram suas vidas e seus projetos de vida. Entregaram ao torrão, tudo o que tinham de mais precioso, suas esperanças. Quem transita pelas hoje limpas e urbanizadas ruas de
Aperibé, já nem se lembram das histórias que ouviram para a formação deste Município. A Chave do Faria, por exemplo, onde se fazia a transposição dos trilhos da ferrovia, recém chegada, virou o ponto da história do município, com o Centro Ferroviário, a Biblioteca e a Secretaria de Educação.

O antigo Distrito de Chave do Faria, atual município de Aperibé, elevado a município pela Lei Estadual nº 1985, de 10 de abril de 1992, foi desmembrado de Santo Antônio de Pádua e constituído do Distrito Sede, sendo instalado em 1 de janeiro de 1993. Nessa época, os emancipacionistas reivindicavam o direito dos produtores usarem os trens de carga da Rede Ferroviária Federal, que ligavam o interior de Minas Gerais ao município de Campos dos Goytacazes.

Possui uma área de 89,53 km².

Sabe-se que o nome Aperibé, é uma derivação do apiribé, que em tupi-guarani, língua dominante noséculo XVII, é hoje o retrato de um povo que cruza nosso caminhosdiariamente: ao contrário dos bravos índios, é gente calma, sossegada e tranquila.

As peculiaridades do relevo e da hidrografia do município são, respectivamente, os alinhamentos de cristas do Paraíba do Sul, a depressão (vale) do médio Paraíba, as planícies aluviais dos rios Pomba e Paraíba do Sul, o desaguamento do rio Pomba no rio Paraíba do Sul.

Gentílico Aperibeense

Os municípios limítrofes são Cambuci, Itaocara e Santo Antônio de Pádua